Pseudo-Arte

 
             

   
 
 

Segunda-feira, Dezembro 31, 2007

 

PAULO MUZIO - 3:11 AM

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Sábado, Dezembro 29, 2007

 

Nossa Língua Brasileira


Eu odeio mudanças forçadas na língua. Aprendi que o idioma que falamos é formado naturalmente, fluido. Ele está em constante mutação no tempo e no espaço. Já não falamos mais o português de portugal, mas o brasileiro. E dentro do brasileiro temos o baianês, o carioquês, o gauchês, o matogrossês... Em São Paulo, temos o paulistanês do Brás e o da periferia, que são diferentes entre si... e por aí vai. Porque nada disso é imposto. Daí chega uns filhos da puta e dizem que vamos padronizar o idioma para que falemos o mesmo que em Portugal, Angola, Moçambique... Porra... eles estão do outro lado do oceano. É natural que nossas línguas sejam diferentes. Outro tipo de mudança forçada que me irrita, é quando algum espertinho critica algum vício já consagrado pelo uso e a mídia idiota faz questão de corrigir tudo. Então vemos o repórter babaca na TV falando que o acidentado não corre mais risco de morte (dói no ouvido). Ou aparece no jornal que esse final de ano o pessoal vai beber bastante espumante (Eu não bebo álcool, mas se bebesse, não seria espumante, seria champanhe (ou champagne, pois champanha também me dói os tímpanos)). E acho que também cabe aqui falar do modo que somos obrigados pelo politicamente correto a nos referir a nossos afros-brasileiros (que tem muito mais a ver com seus irmãos ítalo-brasileiros do que com o pessoal de Angola ou Moçambique). Sem mais... ainda atualizo de novo até o final do ano...
PAULO MUZIO - 3:30 AM

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Quinta-feira, Dezembro 27, 2007

 
Com um pouco de nervosismo, me aproximei do Rei. Posso fazer uma pergunta? Claro, respondeu ele demonstrando um certo receio. Por que você só veste azul? Ele ficou mais receoso, como um garoto na escola que teme ser zoado por seus maldosos colegas. Você não vai me zoar? Claro que não, eu tenho a cabeça aberta. Eu respeito. E com aquela voz suave ele disse Eu uso azul porque é assim que sinto a música... Ah, então quer dizer que o azul é como você vê a música? Isso mesmo, respondeu. Fiquei com aquilo na minha cabeça durante o resto do sonho e do sono e ainda penso nisso durante a vigília.

Agora me ocorre o filme E La Nave Va, onde uma mulher cega, classificava a voz das pessoas com cores.

PAULO MUZIO - 6:35 AM

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Quarta-feira, Dezembro 26, 2007

 
Hoje teve o especial do Rei Roberto Carlos. O homem foi lá e mandou ver, como sempre... Segue aí um desenho improvisado dele...

PAULO MUZIO - 2:06 AM

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Segunda-feira, Dezembro 24, 2007

 
I am the boss.

This is champagne.

Merry Christmas.


PAULO MUZIO - 11:54 PM

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Segunda-feira, Dezembro 17, 2007

 

Modéstia a parte



O desenho anterior está muito bom. Apesar dos traços precários e da simplicidade, as cores e o preenchimento do espaço estão muito gostosos de se ver. Arte conceitual de primeira. Eu não faria melhor.


PAULO MUZIO - 2:36 AM

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Terça-feira, Dezembro 11, 2007

 

Mente sã



Às vezes, em determinados momentos do dia, a mente viaja solta, sozinha, por conta própria... e me diz o que eu devo fazer, o que devo produzir. Ela analisa as situações do dia-a-dia criticamente, e me dá tudo mastigadinho. Fico empolgado com a criatividade dela. Entretanto, no momento que sento para produzir, a mente se esvazia. Esqueço de tudo. E assim será, até eu aprender a anotar as idéias para depois e realmente utilizá-las. Mas não é culpa da minha mente. É culpa minha, por não dá-la a devida atenção.
PAULO MUZIO - 8:11 PM

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Quarta-feira, Dezembro 05, 2007

 

Tudo por uma esmeralda



Ontem passou na telinha da Globo (na Sessão da Tarde, é claro) o filme Tudo por uma Esmeralda. É simplesmente um clássico, que teve até a sequência A jóia do Nilo. E essa turminha ainda apareceria junta em A Guerra dos Roses. O filme de 1984 conta com Michael Douglas e Kathlen Tuner (se eu escrevi errado, não importa), além do inigualável Danny de Vitto (tô com preguiça de consultar a grafia correta). O casal ainda era semi-jovem, pegável por assim dizer. Já o Danny, sempre foi um ótimo artista. Quando o filme passou pela primeira vez eu lembro que ainda nem conseguia pronunciar o nome. Eu dizia: Tudo por Mesmeralda. Mais de 20 anos se passaram e ainda acho esse um grande filme. Viva os clássicos dos Anos 80.
PAULO MUZIO - 5:18 PM
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Vamos Celebrar?



Os primeiros acéfalos que entrarem aqui, reconhecerem o símbolo estilizado do Corinthians e associarem com o meu título, já vão vir com discursos de orgulho da fiel ou mesmo com atitudes de famigerados assaltantes, com os quais já estamos acostumados a topar nas ruas uniformizados.
Comemoro sim, a queda abissal do Timão, não porque eu torça pra outro time, afinal, nem curto ficar esquentando a cabeça com futebol... acho perda de tempo... jogar é saudável, já ter gastrite por clubes não. E me surpreende ver o mesmo cara que me assalta na rua chorando na televisão igual um bebê porque o time caiu. Dá próxima vez que um vier me assaltar vou falar: "Cala a boca que te vi chorando na TV". Quanto Ibope pra algo tão sem importância. Vamos celebrar a inauguração da plantação de repolhos. Vamos comemorar a queda do Timão, não pela queda em si, mas pela importância que muitos dão à não-queda.
Comemoro não, o gênese da era da televisão digital. Dizital para os não íntimos. Vamos comemorar a inauguração da plantação de repolhos. Pois nada muda. Nem os discursos do Lula, nem a qualidade da programação. No máximo a gente consegue dar um SAP e ouvir os filmes em inglês. É tudo mentira. Tudo enganação. Só porque a Glória Maria ficou mais gordinha na tela, não quer dizer que melhorou. TV digital. Me engana que eu gosto. Qualidade digital mesmo têm os meus desenhos feitos no paint. Modéstia a parte.
 

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