Pseudo-Arte

 
             

   
 
 

Terça-feira, Julho 31, 2007

 

Bosta numa mão, comida na outra



Há menos de 10 minutos atrás eu estava passeando com a minha cachorra... Ela fez cocô e eu o recolhi. Passando pela portaria do meu prédio, o porteiro me deu uma marmita que minha mãe tinha deixado mais cedo para o meu almoço. Eis que eu estava com o cocô da Milú em uma mão e meu almoço (que já iria virar janta) em outra. Bosta numa mão, comida na outra. Fiquei preocupado em separá-las bem para que não houvesse a interação que muitos poderiam chamar de contaminação. Mas ambas estavam devidamente embaladas em sacos plásticos. A partir desta exótica situação literal e cotidiana, comecei a refletir sobre os conteúdos que eu tinha em mãos. Um era o que o outro já fora um dia. Um antes de entrar, o outro antes de sair. A comida na mão direita. A bosta na esquerda. Me lembrei daquelas histórias da idade média (ou seria do século passado? ou retrasado?) onde as pessoas tinhas funções definidas para as mãos. A direita era pra comer. A esquerda pra limpar o cu. E com qual se masturbavam?


PAULO MUZIO - 7:43 PM

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Quarta-feira, Julho 18, 2007

 

Aeropost



Todos sabem que um avião da TAM acaba de cair aqui em São Paulo. Pertinho da minha casa. Posso ver as chamas daqui. Mas tem uma outra coisinha que me incomoda. A postura da mídia jornalística e sensacionalística frente a tudo isso. Já tem 6 meses que se passou "o maior acidente da história da aviação brasileira", com o avião da GOL e o Legacy, e os veículos de comunicação continuam exagerando o caos aéreo e consequentemente o alimentando. Fermenta a crise nos aeroportos. Agora Willian Boner mais uma vez diz que aconteceu o maior acidente da história da aviação brasileira e lamenta ainda não ter a informação do número de vítimas fatais. Na UOL vejo chamadas do tipo "Você presenciou o acidente? Conte como foi" ou "Mande para nós a sua foto do acidente". É a exaltação da tragédia. Os jornalistas gozam com a morte. Criam uma fumaça tão letal quanto a que vejo da minha janela. Muitas pessoas passam a pensar na mesma frequência gerando toda uma energia negativa que só faz cair mais e mais aviões. E o problema segue.


PAULO MUZIO - 12:04 AM

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Sexta-feira, Julho 06, 2007

 


Já se passaram duas semanas desde que voltei do Chile e ainda não postei nada sobre isso aqui. Enquanto eu estava lá, minha cabeça fervilhava de idéias, inúmeras impressões, novidades, experiências, contatos. A cabeça parecia que ia explodir com tanta informação. Agora que parei pra escrever aqui, me foge tudo da mente. Cachorros na rua, arquitetura e vestuário peculiar, comida e temperos diversos, frio, resquícios do militarismo, pessoas falando espanhol com uma batata na boca, uma moeda diferente, pessoas diferentes, emos, roqueiros, hippies, pedintes e turistas... poucas trocas de roupas, pouco banho, pouco sono... Agora de volta a São Paulo. Tão igual e tão diferente.
 

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