A virada do ano novo é marcada pelos fogos de artifício. Fenômeno que faz com que milhares de pessoas se aglomerem vestidas de branco para assistir ao espetáculo de luzes e sons. Assumo que existe uma certa beleza estética naquela explosão de luzes, mas aquela pirotecnia, ou pirofagia, sei lá como definir, começa a se tornar pirofobia, mas não de medo. De aversão. Pra quem nunca viu, talvez até seja interessante. Mas todo ano a mesma coisa... explosões verdes, vermelhas, roxas... bá... estética que nunca muda. Moda nada efêmera. E o que falar dos rojões? dos canhões de 7, 13, 20 tiros? Aqueles estouros que nem luzes têm. São simplesmente barulho. Música para ouvidos despreparados. Sinfonia para apreciadores embrutecidos.
É. Talvez eu deva abrir meus poros e me entregar à emoção da confraternização coletiva, em meio à garrafas, coreografias improvisadas e gritos de guerra com mensagens sem nexo.
Sim... eu odeio o ano novo.
