Morre o Rei do Pop
Com muita tristeza anuncio aqui a morte de Michael Jackson. Apesar de eu ter outros blogs agora, não seria justo deixar esse aqui sem uma homenagem a esse grande artista, já que ele andou aparecendo por aqui em muitos posts ao longo dos anos de existência deste blog.
Há um ditado que diz que não se pode ver tudo preto ou branco... afinal, existe uma grande área cinza no meio. E o dia de hoje amanheceu bastante acinzentado. Frio, melancólico. Michael Jackson era um cara que não via tudo preto ou branco. Para ele, você podia ser seu amigo, seu irmão, seu amor... não importa se fosse branco ou negro.
O cara era um neguinho bonitinho e começou a cantar e dançar já aos 5 anos de idade, pois ele tinha um pai repressor que dizia: "Ou ensaia, ou apanha"... Na verdade era mais pra "Ou acerta, ou apanha." Então o jovem Michael já aprendeu logo cedo e junto com seus irmãos a não errar. Os cinco meninos (que as vezes eram 6) mostravam um talento precoce impressionante e Michael, o destaque entre eles, se mostrou um gênio. Cresceu e não se deixou estigmatizar com a alcunha de artista mirim. Se tornou um dos maiores artistas de todos os tempos.
Aos meus 27 anos de idade, pude dizer que ele fez parte da minha infância, passada nos anos 80. Foi nessa década que explodia em criatividade que ele estourou e se tornou uma entidade. Eu tinha medo do clipe Thriller, assim como muitos da minha geração. Já tive LP, K7, CD, DVD e MP3 dele. Já tentei imitar os passinhos. Assisti o filme Moonwalker no SBT e a série sobre a vida dos Jacksons na Globo e também o desenho animado. Sempre acreditei na inocência dele e ansiava pelo seu retorno.
O fato é que essa morte repentina não me surpreendeu. Não me chocou. Afinal, Michael já tinha começado a morrer no início da década de 90, quando lançou o álbum Dangerous e iniciaram-se as acusações de pedofilia contra ele. Pela primeira vez ele aparecia branco, apesar de no álbum Bad, o anterior, ele já estar bem desbotado. A partir daí, não deixaram o cara em paz. Não o deixaram trabalhar e ele foi se tornando cada vez mais bizarro, mais polêmico. Mas o mito continuou.
O cara teve o disco mais vendido de todos os tempos. Não podemos esquecer disso. Era um artista completo: cantor, compositor, instrumentista, dançarino, coreógrafo, ator, produtor, diretor, empresário... Reinventou não apenas a Black Music, mas a música em geral. Figurinos sensacionais e uma imagem extravagante que transforma um bom artista em uma figura mítica. O título era de Rei do Pop, mas segmentar dessa forma seria no mínimo injusto. É difícil até qualificar do que ele era Rei, afinal sua arte não precisa ser limitada ao campo da música e do ritmo. Ele era imagem, atitude, polêmica, transgressão.
Foi amigo e parceiro musical do ex-Beatle Paul McCartney na juventude e depois ficaram brigados, já que Michael comprou os direitos autorais das músicas dos Beatles após o amigo sugerir que investisse nesse tipo de mercado. Recentemente, estavam fazendo as pazes... mas parece que não deu tempo de vermos os dois juntos novamente. Outro dia vi um comentário esdrúxulo no programa Caldeirão do Huck que os Jonas Brothers eram um fenômeno tão estrondoso que podiam ser comparados aos Beatles. Ridículo. Mas Michael, esse sim podemos comparar a Mozart, Beethoven ou aos próprios Beatles. Na verdade ele era incomparável. Foi uma das maiores contribuições musicais de todos os tempos. Marcou não apenas uma década, ou uma geração, mas escreveu seu nome na história.

PAULO MUZIO - 3:22 PM
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Segunda-feira, Maio 18, 2009
Antigos visitantes do Pseudo-Arte... meus cabelos continuam os mesmos, mas meus posts estão diferentes.
Acessem http://pseudoartes.blogspot.com e confiram minhas idéias em desenvolvimento.
PAULO MUZIO - 6:28 PM
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Quinta-feira, Abril 02, 2009
Protesto
Parece que a Globo.com abandonou o setor de blogs. Pra que ela comprou o domínio BR da Blogger? Tá tudo às moscas... reparem nas datas dos últimos destaques na página blogger.com.br
Isso aqui se tornou um portal fantasma... é por isso que agora estou no domínio internacional do Blogger. E quem quiser conheça o Blog Novo que é o sucessor deste aqui... ou visitem o Obituário Maluco.
PAULO MUZIO - 12:25 AM
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Quarta-feira, Abril 01, 2009
A volta do que não foi
Que coisa estranha... a Globo.com dificultou meu acesso aqui para o meu blog, mas consegui retomá-lo passando pela nada funcional burocracia virtual deste portal cuja Central de Relacionamento com o cliente parece mais um departamento de vendas. Nesse tempo acabei abrindo outros blogs, o http://pseudoartes.blogspot.com e o http://obituariomaluco.blogspot.com. Sou avesso à mudanças, mas acabei me acostumando com as funcionalidades do domínio internacional do blogger, que são muito melhorer do que as oferecidas aqui. Mas é claro que de vez em quando sempre voltarei a dar as caras por aqui... esporadicamente... afinal, o bom filho a casa torna. E esse ainda é meu blog de coração.
Apesar de ser dia 1 de Abril, é tudo verdade.
PAULO MUZIO - 12:31 AM
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Quarta-feira, Novembro 19, 2008
Atualidades
Hoje vou falar de 3 coisas que chamaram a atenção ao assitir televisão nestes últimos dias...
A primeira, é sobre a molecada que estava depredando uma escola no Belenzinho e depois ficaram reclamando que a polícia chegou agredindo. Caralho, bando de bandidinhos... Não é porque estão na escola que não devem apanhar... Se não apanham em casa, que apanhem na escola. Na hora de fumar maconha, bater no coleguinha e depredar a escola, todo mundo é macho. Na hora da borrachada, todo mundo choraminga.
Depois vi uma notícia sobre os piratas da Somália. Tipo, estamos em 2008... e ainda temos piratas. Não preciso nem comentar mais nada.
E hoje... ah, que cena. Antes do jogo da seleção o Zezé di Camargo foi cantar o hino. A voz dele parecia o cocoricó de uma galinha sendo estrangulada. Que horror. Ele fazia tanta força pra tentar alcançar as notas que ele tremia ao ponto de parecer que ia se cagar todo. E ainda tem babaca que acha que ele canta bem. Ele fodeu a voz... já era. Até o Luciano canta melhor que ele hoje em dia... he he
Enfim... é isso.
PAULO MUZIO - 10:39 PM
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Quarta-feira, Novembro 05, 2008
Nada mais que previsível
Quem me conhece sabe que não tô exagerando... desde o começo eu sabia que ia dar Obama... tava óbvio... previsível... será que, armado? hum... será ele o Celso Pitta americano? Será ele o Morgan Freeman? Ganhou democrata lá, ganhou democrata aqui... No fim, é tudo farinha do mesmo saco...
PAULO MUZIO - 5:07 PM
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Terça-feira, Setembro 02, 2008
A cidade não dorme... nem eu... então começo a esboçar despretenciosamente a metrópole insoniosa, acesa, mas nem sempre iluminada...
Buscamos metáforas no cotidiano pra expressar nosso estado de espírito.
E a tosse não pára...
PAULO MUZIO - 1:04 PM
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Quarta-feira, Agosto 27, 2008
Quem não dorme, e nada tem pra fazer de madrugada... assiste o gordo viado, arrogante e divertido...
PAULO MUZIO - 1:28 AM
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Quarta-feira, Agosto 20, 2008
DJ Maldito
PAULO MUZIO - 3:22 AM
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Quinta-feira, Julho 31, 2008
PAULO MUZIO - 2:59 AM
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Terça-feira, Julho 29, 2008
Porque não gostei do novo filme do Batman...
Batman - O cavaleiro das trevas é a sensação do momento. Foi difícil conseguir uma sessão que não estivesse lotada. A publicidade em cima do póstumo Coringa Heath Ledger (foda-se se escrevi esse nome difícil de pronunciar errado) foi implacável. Eu já não tinha gostado do trailer. Para mim, leitor de Batman há mais de 10 anos, os inimigos do Batman devem ser elegantes, e creio que pecaram na caracterização do Coringa. Tudo bem... depois que vi o filme admito que a interpretação não foi ruim, foi boa... mas faltou um Coringa elegante, assim como foi Jack Nicholson no filme de Tim Burton. Enfim, percebe-se que nesse último filme do Homem Morcego foi investido muito dinheiro... muito mesmo. Mas, parece que faltou algum ingrediente no bolo. Gostei da caracterização do Duas-caras e também do comissário Gordon, que só percebi que era o grande Gary Oldman quando vi seu nome nos créditos. Mas de resto, Gotham City não parecia Gotham City... parecia uma Nova York. Talvez tenha ocorrido uma abordagem realística da estética (diferente do que fez Tim Burton nos anos 90). Enfim, Batman não tava com cara de Batman. Tava com cara de Duro de Matar ou algo assim...
Se o filme Batman - O cavaleiro das trevas, fosse como o clássico dos quadrinhos O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller, talvez o filme tivesse a qualidade de Sin City e 300.
PAULO MUZIO - 2:33 AM
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Terça-feira, Julho 15, 2008
Moda Mídia
Primeiro alguém apareceu dirigindo na contra-mão e causou um acidente. Logo em seguida apareceram vários outros com seus veículos trafegando no sentido oposto. Depois um pai doido e uma madrasta malvada resolveram jogar a filha pela janela do apartamento. Após isso, outras crianças foram mortas por parentes. Por fim, policiais encheram de balas um veículo de civis desarmados. E como não podia ser diferente, se repetiu o fato de servidores da lei pipocarem carros de cidadãos. Mas será que modalidades específicas de infringir a lei podem se tornar moda? Será que é só um cometer um crime que outros se influenciam e cometem igual? Acho que não. O crime sempre está lá. Quem dita a moda é a mídia, que resolver retratar esse ou aquele. A bola da vez.
PAULO MUZIO - 8:41 PM
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Sexta-feira, Julho 04, 2008
Ontem foi mais um dia de Apagão... O termo Apagão surgiu no início da década de 2000 durante o governo do presidente FHC, quando, devido à falta de planejamento e investimentos na área energética, o país ficou no escuro, literalmente. Essa denominação passou a ser utilizada em todas as crises em grande escala a partir de então. Veio o Apagão Aéreo, Apagão dos Transportes e agora o Apagão da Internet. No dia 3 de julho de 2008, a Telefonica, detentora de mais da metade do mercado "internético" de São Paulo, deu um "pirepaque" e quase todo mundo ficou sem internet. Empresas, Bancos, Delegacias... nada funcionava. Voltamos ao início da década de 1990, onde tudo era mais simples e funcionava sem depender dessa tecnologia específica.Enquanto todos estavam chorando, pela primeira vez na vida dei graças por assinar o serviço concorrente. Skavurska.
PAULO MUZIO - 6:15 PM
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Domingo, Junho 22, 2008
Fim dos tempos

Eu devia ter desconfiado. Quando começam a anunciar um filme com as chamadas "Do mesmo diretor de..." ou "do mesmo autor de..." ou ainda "do mesmo criador de..." pode esperar que vem coisa ruim. Quando o filme é bom, ele se defende por si só, sem precisar de referências. E o Fim dos Tempos é tão ruim que tive que fazer muito esforço para lembrar o nome do filme que assisti há menos de uma semana no cinema. Mark Walberg é um excelente ator, assim como John Leguizamo, que faz uma participação reduzida e dispensável na trama. Mas ator bom não salva filme ruim.
Resumindo a história: As plantas criam mecanismos de defesa contra aqueles que as ameaçam, no caso, nós humanos. Então, soltam enzimas que afetam os homo sapiens, fazendo com que se suicidem. Os humanos têm que lutar para sobreviver... E eu me pergunto: Como raios conseguem dinheiro para produzir uma besteira dessas? Acho que nem o Greenpeace se dignaria. A quem gostou do filme (e ainda não encontrei nenhum), peço desculpas, mas essa é a minha opinião (e de muitos outros).
PAULO MUZIO - 11:05 PM
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Sexta-feira, Junho 20, 2008
Seu Paulo Fashion Week
O primeiro pensamento que veio à minha cabeça quando me ligaram chamando para desfilar no São Paulo Fashion Week foi:
- Ligaram pra pessoa errada. Só pode ser, eu não sou feio, mas eu precisaria crescer uns 10 centímetros pra poder desfilar na passarela.
Me calei e decidi ouvir.
Disseram que era um desfile da Oi e que eles estavam procurando pessoas comuns, mas descoladas. Nada de modelinhos.
- Ah... tá explicado - pensei comigo voltando ao meu nível de mero mortal.
Apesar de não ter o sobrenome Zulu, foi uma leve massagem no ego, afinal, eu era uma pessoa descolada. E no meu pensamento pude até ouvir o locutor da Rede Globo me anunciando: "Não perca os agitos e muita confusão com a galera de Malhação". Para os leigos, descolado está nas entrelinhas... mas logo após de galera, no feminino. Mas enfim, não era Malhação, era Oi, aquela empresa de telefonia que ainda não chegou em Sampa, mas já tá bombando com propaganda.
É claro que topei o trabalho. Claro não, desculpe... Oi. E quando chegou a hora de desfilar, eu tive que descer um misto de passarela, com escada, com andaime. Ora bolas, se a Gisele tropeça na passarela reta, por que eu não tropeçaria nesse bem bolado sinuoso? Com muita cautela fui 'tropicando', mas cheguei. Aos poucos me soltei. E quando menos percebi, acabou.
Tive meu dia de modelo e conheci gente legal, que é o que realmente vale a pena.
